LIVRO: As Letras Falantes
AUTOR: Origenes Lessa
16ª letra do alfabeto português. Comunica-se com os colegas usando a língua do "P". Sensível, critica a letra L por achá-la "grosseira", no que é contestado pelo Y, que o trata com rudeza. Condoído, o A vem consolá-lo, citando apenas proparoxítonas iniciadas com "P", para mostrar o seu valor.
LIVRO: Ópera dos Mortos
AUTOR: Autran Dourado
Sigla de um dos partidos políticos dominantes na cidade, apelidado de "Os Sapos", rival do P.R.M., "Os Periquitos."
LIVRO: O Cura de Tours
AUTOR: Balzac
François Birotteau, órfão desde cedo, é ordenado padre e depois se envolve com os processos revolucionários da França. Após escapar de uma condenação à morte, torna-se vigário de Saint-Gatien de Tours. Torna-se depois confessor de Madame de Mortsauf. Solidário, procura ajudar seu irmão, o perfumista César Birotteau (protagonista de outro romance de Balzac, História da Grandeza e Decadência de Cesar Birotteau), que passa por um processo de falência.
Com a morte de um de seus amigos, o abade Chappeloud, herda o imóvel deste e sua grande biblioteca. Isto lhe causa o ódio e a perseguição do abade Troubert, que consegue expulsá-lo, causando sua remoção para Saint-Symphonen.
CRÔNICA: Prece por um Padre
LIVRO: A Descoberta do Mundo
AUTORA: Clarice Lispector
Religioso que confessa a Clarice seu medo de morrer e sua vergonha em admitir isto. A autora se compromete a rezar por ele.
LIVRO: O Último Verão de Klingsor
CONTO: Alma de Criança
AUTOR: Hermann Hesse
Referência ao pai do menino-narrador da história, diante do qual este se tortura por sua consciência culpada por um delito. O pai é a consciência, o medo da descoberta do crime, e do possível castigo.
LIVRO: Literatura do Minarete
AUTOR: Monteiro Lobato
O Brasil, em sua extensão territorial e natureza política. Uma forma mais literária ou jornalística de referir-se ao próprio Brasil. Mais usado em textos antigos, ufanísticos ou nacionalistas.
LIVRO: A Alma do Lázaro
AUTOR: José de Alencar
Adrian Jansz Pater, almirante holandês, derrotado pela frota espanhola de Antonio Oquendo, na Batalha Naval de Abrolhos ou Batalha Naval de Pernambuco, no período da Invasão Holandesa., em 12 de setembro de 1631. O almirante teria se lançado ao mar, envolto na bandeira de seu país, e pronunciando o epitáfio : "O oceano é o único túmulo digno de um almirante batavo."
O narrador recorda este e outros feitos navais históricos, em suas circunvagações noturnas.
LIVRO: O Encontro Marcado
AUTOR: Fernando Sabino
Colega de classe de Eduardo Marciano, listado na "hierarquia das brigas" da turma.
LIVRO: I Tessalonicenses
AUTOR: Paulo
Paulo de Tarso, assim chamado por ter nascido nesta cidade localizada na Turquia, antiga colônia de Roma. "Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade (Jerusalém), e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel" (Atos 22;3)., afirma ele em sua defesa perante os judeus no momento de sua prisão. Mais adiante, em vias de ser açoitado pela guarda romana, evoca seu direto como patrício: "Ser-vos-á porventura lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?" (Atos 22;25). E ainda, defendendo seu direito perante o capitão da fortaleza: "Pois eu o tenho por direito de nascimento." (Atos 22;28).
Na verdade chamava-se Saulo e nasceu provavelmente por volta do ano 5,, morrendo decapitado talvez aos 62 anos, fora dos muros de Roma, após uma longa sentença de prisão.
Principal e feroz opositor dos judeus, esteve presente na morte de Estêvão, onde é descrito como um jovem a quem as falsas testemunhas da acusação deixam as vestes do diácono apedrejado a seus pés. Logo em seguida Lucas refere a perseguição que assolou a Igreja, liderada por Paulo.
Sua célebre conversão , no caminho que levava a Damasco, onde levaria cartas para as sinagogas, é narrada no capítulo 9 do livro de Atos, e citada por ele, ao ser preso (Atos 22) e perante o rei Agripa (Atos 27). O encontro com Cristo na estrada o deixa temporariamente cego (e que haveria de deixar sequelas por toda sua vida). Curado por Ananias, passa, com inicial desconfiança, para o lado dos cristãos, ganhando notoriedade em pouco tempo.
A partir do capítulo 13 do livro de Atos passa a se chamar Paulo (isto é, pequeno: "Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus."! Consagrado pela igreja em Jerusalé,m, é separado pelo Espírito Santo com Barnabé. Inicia-se seu grande e intensivo trabalho de evangelização dos gentios, empreendendo três viagens missionárias, na Ásia Menor e na Europa; a primeira, a Antioquia da Pisídia. Rejeitados pelos judeus, vão para Icõnio, Listra e Derbe, cidades da Licaônia. Em Listra Paulo sofre seu orimeiro brande revés, sendo apedrejado pelos judeus. recuperado, descem a Pisídia e Panfília, até a Atália e depois a Antioquia ( na Síria).
Na segunda viagem há o desacerto entre Paulo e Barnabé, por causa de João Marcos, que os abandonara na viagem anterior. Paulo é agora acompanhado por SIlas,; Síria, CIlícia, Derbe e Listra, mais uma vez; região frígio-gálata, Mísia, e Filipos, na Macedônia. Nesta cidade , após realizarem a expulsão do espirito de uma adivinhadora, são presos e açoitados. Libertos, chegam a Tessalônica, Bereia, Atenas.e Corinto.
Na terceira viagem Paulo chega a Éfeso, retorna à Macedônia, passa por Trôade, Mileto, Tiro, Cesaréia e finalmente Jerusalém, onde é preso, acusado de profanar o templo. Apelando para César, é enviado para Roma, onde ficará encarcerado.
AS CARTAS
Ao todo o Novo Testamento registra 13 cartas da autoria de Paulo, escritas no cárecere. Especula-se qua algumas se perderam. A I Carta aos Tessalonicenses é remetida a estes em nome do Apóstolo, de Silvano (Silas) e Timóteo.
Ilustração de André Le Blanc. SP, 1962. Editora Brasiliense. 17ª edição.
LIVRO: O Saci
AUTOR: Monteiro Lobato
Filho de Dona Tonica, neto de Dona Benta e primo de Narizinho. Personagem predominante no universo lobatiano, Pedrinho é a personificação da coragem e da bravura nativista, do espírito aventureiro. Destemido, com seu infalível "bodoque", é o comandante da turma do Sítio. Sedento e curioso de novos conhecimentos científicos, que logo põe em prática, geralmente com a interferência da Emília.
No início do livro Dona Benta procura ensinar lições de Gramática a Pedrinho , que reluta em aceitá-las, por tomarem tempo de suas férias. Uma vez convencido e encantado com o método educacional da avó, é depois convencido por Emília a levar a turma a um passeio ao País da Gramática.
LIVRO: O Saci
Autor: Monteiro Lobato
Em O Saci temos Pedrinho em uma viagem ao país do medo e do sobrenatural, do desconhecido e de um intenso perigo, em uma das narrativas mais brasileiras de Lobato: uma aventura em pleno coração da Mata Virgem, local-tabu. Nesta obra só há lugar para duas personagens: ele e o saci, dominado e dominador. O folclore brasileiro, criaturas reais e imaginárias, o realismo e a crueldade da natureza selvagem são uma prova de fogo para o espírito indômito de Pedrinho.
LIVRO: O Refúgio
Sir Peter Saunders (1911-2003), empresário e produtor teatral britânico. Seu nome está intimamente ligado ao maior sucesso teatral de Agatha Christie, a peça A Ratoeira, encenada pela primeira vez em 1952. O Refúgio estreou com produção sua no Fortune Theatre, em Londres, no ano de 1951
LIVRO: Além do Bem e do Mal
AUTOR: Nietzsche
Filósofo grego (428 a.C - 348 a.C), um dos três pilares da sabedoria clássica da Antiguidade, ao lado de Sócrates e Aristóteles. Nesta obra Nietzsche vê o platonismo como uma doença, e acusa seu colega filósofo de negação das coisas fundamentais da vida. O modo de pensar platônico seria uma "opressão clerical" , à semelhança do cristianismo, visto como um "platonismo" para o povo.
Pintura de Polignoto em vaso grego.
LIVRO: Poética
AUTOR: Aristóteles
Pintor clássico grego (500 a.C) , considerado por Teofrasto como o fundador da pintura grega. Desenvolveu novas técnicas e criou tintas. É citado por Aristóteles ao lado de Pausão e Dionísio, como aperfeiçoador dos originais.
LIVRO: Caminhos Cruzados
AUTOR: Érico Veríssimo
Cândido Portinari (1903-=1962), pintor brasileiro nascido em Brodósqui, São Paulo. Considerado o maior artista plástico nacional e o principal Modernista. suas obras exploram o povo, a massa trabalhadora, os despojados da sociedade, retratando o Brasil do ponto de vista social.
É citado por Veríssimo no prefácio de "Caminhos Cruzados, ao lado de Di Cavalcanti e Segall como um "inconformado com a sociedade", o que justifica a "deformação" em suas obras. O autor faz uma comparação com sua própria obra, alegando a necessidade do romancista elaborar caricaturas de personagens.
LIVRO: Água Viva
AUTORA: Clarice Lispector
Período da História que antecede a descoberta da escrita e marca os primeiros registros , até aproximadamente 3500 a.C.
Ao comparar sua entrega à escrita com o exercício da pintura, Clarice se imagina imergindo em um mundo primevo, com grutas "extravagantes e perigosas" e seres obscuros - ratos, aranhas, morcegos - em um tempo quer remete à Pré-História:
"Caranguejos, iguais a eles mesmo desde a Pré-História..."
PRINCESA CAROLINE GALLITZIN DE GENTHOD
LIVRO: Um Drama á Beira-Mar
AUTOR: Balzac
Parenta da Condessa Hanska, mulher de Balzac. Em solteira atendia palo nome de Condessa Walewska. A ela é dedicada esta narrativa. Paulo Rónai chama a atenção para a grafia correta de seu nome: Galitzin, e não Gallitzin. (Obras Escolhidas, Vol. VII, Tradução de Vidal de Oliveira. Porto Alegre, Editora Globo, 1955)
LIVRO: Joãozinho e Maria e Outras Histórias Bonitas
AUTOR: (Irmãos) Grimm
Editora do Brasil - 1973 - Guarulhos/SP
Filhas do Rei protagonista da história, tidas como tão lindas, que chegavam a ofuscar o sol.
LIVRO: O Mistério dos MMM
AUTORES: Diversos (Coordenação de José Condé)
Cognome de D. Mihail de Espronceda y Bargonoff, vigarista espanhol, editor da revista Perversões, cuja publicação de certo modo terá efeito no crime em questão.
PRÍNCIPE FRÉDÉRIC SCHWARZENBERG
LIVRO: Adeus
General austríaco (1800-1870), filho do Príncipe Karl Schwarzenberg. Empreeendeu campanhas militares em Argel, no Tirol, na Hungria e na Espanha. Escreveu livros de memórias. Amigo pessoal de Balzac, que lhe dedica esta obra.
LIVRO: Gente Pobre
AUTOR: Dostoievski
Vladimir Fyidorovitch Odoiévski. Escritor russo (1804-1869), autor de livros infantis e de novelas fantásticas, ao estilo de E.T.A. Hoffmann. Também atuou como crítico musical. Um trecho de um de seus contos, "O morto vivo" serve como epígrafe do livro. Não atinamos a razão do título de Príncipe.
PROPRIETÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS DE CRIAÇÃO
LIVRO: A Pane
AUTOR: Friedrich Dürrenmatt
Entidade mencionada na abertura do conto, supostamente tendo alugado todas as camas do hotel para um congressso, impossibilitando assim a hospedagem emergencial de Alfredo Traps, após a pane de seu carro na estrada.