LIVRO: Gente Pobre
Personagem principal do conto "O Capote", de Nikolai Gogol (1809-1852), uma das mais icônicas personagens da Literatura Russa e Universal. Funcionário publico desperezado por todos e mal vestido, aceita a sugestão de comprar um capote novo para melhorar sua aparência. A narrativa de Gogol toma ares de ficção fantástica e surreal, passando a dominar as ações de Akákievitch. O descontrole que ocorrre em seguida em sua vida é uma forte crítica social de Gogol, um dos criadores da Literatura Russa.
Em "Gente Pobre" os protagonistas Makar Diévuchkin e Varvara Aliksiêivna trocam longas cartas, envolvendo diversos assuntos, entre os quais a Literatura. A moça afirma estar encantada com a leitura de "O Capote" e remete um exemplar para Makar. Funcionário público como a personagem do romance de Gogol, Diévuchkin recebe mal a leitura, ao sentir-se retratado, tecendo críticas azedas ao texto em questão.
LIVRO: Gente Pobre
Sobrenome da personagem principal, Makar, e que significa em russo, "moça", aludindo à sua delicadeza como pessoa, durante sua correspondência com Varvara.
LIVRO: Gente Pobre
Personagem principal de seu primeiro romance, publicado em 1846. Diévuchkin é um funcionário público residente em São Petersburgo que troca cartas com sua vizinha, uma jovem costureira chamada Varvara Alieksiêievna. Entre 8 de abril e 30 de setembro de um ano não especificado escrevem um ao outro uma correspondência apaixonada que, ao final, é lamemtavelmente interrompida pela forçosa partida de Varvara para outra cidade.
LIVRO: Crime e Castigo
Centro comercial de São Petersburgo, localizado na Praça Senaya (mais tarde rebatizada de Praça da Paz). Por ele transita, no início da narrativa, o desconhecido e obscuro Raskolnikov.
Livro: Gente Pobre
Vladimir Fyidorovitch Odoiévski. Escritor russo (1804-1869), autor de livros infantis e de novelas fantásticas, ao estilo de E.T.A. Hoffmann. Também atuou como crítico musical. Um trecho de um de seus contos, "O morto vivo" serve como epígrafe do livro. Não atinamos a razão do título de Príncipe.
LIVRO: Crime e Castigo
Rodion Romanovitch Raskolnikov é uma das personagens mais discutidas da literatura universal, com influências e inifinitas discussões, teses, especulações e até mesmo reedições do personagem em outras obras; ainda é amplamente reeditado no teatro e no cinema. Alguns o consideram o primeiro personagem esquizofrênico da literatura, outros um monomaníaco, embora pareça haver traços de psicose em sua personalidade. Seu nome provém da palavra russa raskol, que significa cisão. Com este nome Dostoievski já sinaliza o personagem como um homem dividido entre o desejo e sua concretização. Ele é descrito como sendo:
"... um bonito rapaz, com uns magnificos olhos escuros, o cabelo castanho, de estatura acima da mediana , magro, de muito boa figura." (Tradução de Natália Nunes, SP, Abril Cultural, 1979)
Ex-estudante, Raskolnikov mora em uma pensão dirigida pela velha Alióna Ivânovna, tirânica e que vive de agiotagem, a quem o rapaz odeia acima de tudo. As dificuldades financeiras, as condições miseráveis da pensão e sua própria saúde contribuem para o acirramento da depressão e do mau-humor de Raskolnikov.
Raskolnikov desenvolve a teoria de que existem no mundo duas classes de pessoas; as ordinárias e as extraordinárias. As primeiras devem viver na submissão e ir não muito além do que lhes convêm. Já as segundas, portadoras de um gênio excepcional, são desculpáveis pelos excessos e crimes que possam vir a cometer. É com base neste pemsamento que Raskolnikov assassina a velha Alióna, e a irmã desta, Lisavieta, que o surpreende no local do crime. A realização deste não lhe dá prazer, antes causa-lhe remorsos. Confessa seu crime a Sõnia Marmiéladova, uma prostituta, que o aconselha se entregar às autoridades, Preso, é degredado para a Sibéria.
Livro: Bobók
Personagem que, no início da narrativa, procura o narrador, Ivan Ivanóvitch, com a finalidade e o criticar, como os demais. Acusa-o de nunca estar sóbrio., o que dá ensejo a Ivanóvitch iniciar sua defesa perante os leitores de tudo quanto vem suportando. É, pois, uma alusão aos diversos críticos de Os Demônios, a obra mais polêmica de Dostoievski.