LIVRO: Outras Histórias dos Bruzundangas
Espaço geofísico que envolve a Terra; pode significar as duas divisões da atmosfera, a estratosfera e a ionosfera; também o orbe sideral. Poeticamente está em oposição à Terra, como na citação que abre a narrativa. Trata-se de um discurso hiperbólico do acadêmico Coelho Neto, desafeto de Lima Barreto, na inauguração da piscina do Fluminense F.C.:
" A solenidade que aqui nos reúne e para a qual foram convocados os poderes do Céu e da Terra, e o mar, é de tanta magnitude que a não podemoa avaliar senão rastreando, através das sombras do Tempo, a sua projeção no Futuro." (Os Bruzundangas/ Outras Histórias dos Bruzundangas, SP, 1985. Editora Ática).
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Henrique Maximiliano Coelho Neto (1864-1934), romancista, e poeta nascido em Caxias, Maranhão. Fundador da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Poeta parnasiano, um dos vultos literários mais destacados do início do século XX, com grande atuação social e cívica. Autor de vasta obra, completamente esquecido hoje. Eleito pelo Modernismo como símbolo de decadência literária, foi o escritor mais atacado após a Semana de Arte Moderna.
Lima Barreto o teve como grande desafeto, chamando-o inclusive de "Histrião ou literato?" em um de seus artigos. O motivo foi o discurso pronunciado na inauguração da piscina do Fluminense F.C.; Lima achava que um escritor do porte de Coleho Neto não poderia se envolver em tamanha futilidade. (Valentim Facioli, Républica dos Bruzundangas: Por que não me ufano de meu país, in Os Bruzundangas. SP, 1985, Editora Ática)
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Divindades, entes superiores. Lima Barreto afirma que os homens de letras "sempre se julgaram inspirados pelos Deuses e confabulando intimamente com eles."
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O tempo por vir, por chegar ainda; os acontecimentos futuros, em contraposição ao passado: o amanhã. Menção feita na epígrafe que abre a narrativa (discurso de Coelho Neto na inauguração da piscina do Fluminense F..C.)
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Editor e livreiro carioca, especializado em livros didáticos, com atuação destacada nos anos 20. Foi o editor dos livros de Lima Barreto, que informa no início da narrativa que não pode fazer acréscimos ao livro de viagens em que está trabalhando, por estar este em mãos do editor. Sobre este o escritor queixa-se a um amigo: "Há quatro anos que o Jacinto anuncia as minhas Notas Sobre a República dos Bruzundangas e não as põe para fora."(Valentim Facioli, Républica dos Bruzundangas: Por que não me ufano de meu país, in Os Bruzundangas. SP, 1985, Editora Ática)
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Na Grécia Antiga, divindade feminina que presidia cada ramo da ciência ou das artes. Aqui Lima Barreto comenta sobre o idealismo dos escritores em geral, antes de se venderem ao comercialismo barato:
"Todos eles se deixariam morrer à fome ou de miséria, antes de transformar a sua Musa em passatempo de poderosos e ricaços."
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Terceiro planeta do Sistena Solar. Mencionado aqui em contraponto poético com o Céu, na epígrafe que abre a narrativa (discurso de Coelho Neto na inauguração da piscina do Fluminense F..C.)
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Duração das coisas e seres, período decorrido. padrão e medida das épocas e eras.
Citado na epígrafe que abre a narrativa (discurso do acadêmico Coelho Neto na inauguração da piscina do Fluminense F.C., usando de liberdade poética).