Décima letra do alfabeto português, sétima das consoantes (consoante oral palatal fricativa sonora).
LIVRO: Um J em MInha Vida
AUTOR: Ziraldo
Décima letra do alfabeto latino. Consoante (7ª) palatal fricativa sonora.
O menino Juca Júnior, também conhecido como Juninho, é obcecado pela letra inicial de seu próprio nome. Põe-se a fazer versos, no que é estimulado pela a mãe a reuní-los em um livro.
LIVRO: As Letras Falantes
AUTOR: Orígenes Lessa
Sua única aparição no livro dá-se no capítulo VIII, quando o F comenta com ele, maliciosamente, a semelhança entre o O e o Q.
LIVRO: Outras Histórias dos Bruzundangas
AUTOR: Lima Barreto
Editor e livreiro carioca, especializado em livros didáticos, com atuação destacada nos anos 20. Foi o editor dos livros de Lima Barreto, que informa no início da narrativa que não pode fazer acréscimos ao livro de viagens em que está trabalhando, por estar este em mãos do editor. Sobre este o escritor queixa-se a um amigo: "Há quatro anos que o Jacinto anuncia as minhas Notas Sobre a República dos Bruzundangas e não as põe para fora."(Valentim Facioli, Républica dos Bruzundangas: Por que não me ufano de meu país, in Os Bruzundangas. SP, 1985, Editora Ática)
LIVRO: O Natal de Poirot
AUTORA: Agatha Christie
James Watts (1878-1957), cunhado da autora, casado com sua irmã Madge Miller. Agatha lhe dedica esta obra, comentando que ele se queixou de que "meus assassinatos estariam ficando refinados demais." (Tradução de Vânia de Almeida Salek. RJ, Record, s/data. A autora também lhe dedicou Os Crimes ABC.
LIVRO: Um Passe de Mágica
AUTORA: Agatha Christie
Jane Marple, Miss Jane Marple ou Miss Marple, chamada assim mais intimamente pela amiga Mrs. Van Rydock.
Livro: Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
Autora: Clarice Lispector
Jeanne D'Arc (Joana D'Arc), libertadora e heroína da França, canonizada pela Igreja Católica. Aqui figura como personagem do oratório Jeanne d'Arc au Bucher, de Paul Claudel, no trecho citado na epígrafe do romance.
LIVRO: Urupês
CONTO: Urupês
AUTOR: Monteiro Lobato
Caboclo, natural do Vale do Paraíba, onde Lobato possuía uma fazenda.
Em 1914 Monteiro Lobato publica um artigo no jornal O Estado de S. Paulo, que se tornou célebre. Nele esboça a figura do Jeca, caboclo descrito no conto "Velha Praga" como símbolo do atraso agrícola, econômico e cultural do país. Jeca é visto como "um parasita", "seminômade, inadaptável à civilização". O progresso chega em suas terras, mas ele vai "refulgindo em silêncio, com o seu cachorro, o pilão" e a espingarda "píca-pau" e "um isqueiro". Lobato afirma que "Jeca não é assim, ele está assim".
A imagem que celebrizou Jeca tatu é de um caipira sempre acocorado, de chapéu de palha, cachimbo na boca, barba por fazer, descalço e de aparência apática e doentia.
No conto "Urupês" Lobato passa a criticar os que endeusam a figura do caboclo, como no "bom selvagem" de Rousseau. Critica o "caboclismo", nova variação do "indianismo" do Romantismo Brasileiro. Os fatos históricos se sucedem: a Independência, a Abolição da Escravatura , a Proclamação da República e a Revolta da Armada, mas Jeca Tatu é indiferente a tudo isso;
"O caboclo continua de cócoras, a modorrar".
"Social, como individualmente, em todos os dias da vida, Jeca, antes de agir, acocora-se".
"Pober Jeca! Como és bonito no romance e feio na realidade!"
"Seu grande cuidado é espremer todas as consequências da lei do menor esforço - e nisto vai longe".
Na conclusão do conto Lobato o comoara ao urupê, parasita da árvore;
"Só ele não fala, não canta, não ri, não ama..."
"Só ele, no meio de tanta vida, não vive..."
Colegio dos Jesuítas, em Olinda.
LIVRO: A Alma do Lázaro
AUTOR: José de Alencar
Educandário religioso fundado pela Companhia de Jesus na cidade de Olinda, Pernambuco. Fundado em 1551, como parte de um conjunto arquitetônico que incluía a Igreja de Nossa Senhora da Graça e o Seminário Maior de Nossa Senhora da Graça. O complexo foi destruído por um incêndio em 1631, e reconstruído entre 1661 e 1662.
Neste ponto da narrativa, o autor, estudante da academia de Olinda, busca a solidão e a contemplação noturna, em meio aos sítios históricos e ruínas de Olinda. Passa a relembrar os tempos áureos e históricos pelos quais passou a cidade, e agrupa o antigo colégio dos Jesuítas como um dos baluartes de resistência nas guerras da Invasão Holandesa.
Livro: A Alma do Lázaro
Autor: José de Alencar
Forma abreviada e simplificada do nome de Jesus Cristo, aqui usada no modo exclamativo, como invocação em um momento de perplexidade do garoto que toma amizade com o leproso da história, ao espionar o que este faz tarde da noite:
"Jesus! o corpo me tremia que nem linha d'anzol quando o peixe fisga!"
LIVRO: Jesus Cristo em Flandres
AUTOR: Balzac
Líder religioso e profeta judeu, fundador do Cristianismo. Teoiogicamente é Filho de Deus, compondo a Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Espírito Santo). Segundo o testemunho dos quatro evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João) e mais tarde, do Apóstolo Paulo, "como um nascido fora do tempo", "estava no princípio com Deus" , sendo, portanto, o Criador de todas as coisas, "e fez-se homem" ou o "Verbo Encarnado". Seu nome significa "aquele que salva". Também cognominado O Messias ou o Ungido.
Sua jornada terrestre começa com sua concepção pelo Espírito Santo, há cerca de 2000 anos atrás, através de uma jovem judia chamada Maria, casada com José, um simples carpinteiro. Em sua trajetória humana de aproximadamente três anos, pregou seus ensinamentos mais particularmente a um grupo de doze homens do povo, mais tarde chamados de discípulos. Pregou também suas doutrinas às multidões que o seguiam: amor, fé, castidade e despojamento de ambições e riquezas. Predisse sua crucificação, ressurreição e segunda vinda. Combateu a hipocrisia dos governantes de seu tempo. Alertou para os sinais dos últimos tempos que antecederiam seu retorno a esta terra.
Em vida, Jesus foi hostilizado pelas autoridades relgiosas de seu tempo: sacerdotes, escribas, e partidários de seitas como fariseus e saduceus. Realizou incontáveis milagres nas mais diversas cidades da Judeia: curou enfermos, ressuscitou mortos e realizou milagres sobrenaturais como a multiplicação dos pães e o apaziguamento das ondas do mar .
Por fim, Jesus foi traído por amigos íntimos, entregue ao poder secular do governo romano, torturado e crucificado. Como previra, ressuscitou após três dias na sepultura. Ascendeu aos céus na presença de seus discípulos.
Nesta pequena obra, pouco mais que um conto, Balzac baseis-se em uma lenda muito corrente na Idade Média, a de que Jesus teria aparecido a um grupo de náufragos em Ostende, na Bélgica, repetindo assim o feito de caminhar sobre as águas e vir em seu socorro.
LIVRO: O Mal-Estar na Civilização
AUTOR: Sigmund Freud
Jesus é citado por Freud, quando este se refere à analogia entre o processo cultural e o desenvolvimento do indivíduo, como exemplo de pessoa maltratada em vida e eliminada pelos outros.
Livro: A Donzela de Orléans
Autor: Friedrich Schiller
Personagem histórica. Líder militar e religiosa, canonizada pela Igreja Católica. Jeanne D'Arc (1412-1431), conhecida como Joana D'Arc na tradução para o português, é a heroína nacional da França. Cognominada "a Donzela de Orléans", por ter liderado o exército de seu país contra os ingleses, na Guerra dos Cem Anos. Joana teria recebido visões de anjos que a teriam comissionado a comandar a França, a partir de sua cidade, Orléans. Foi capturada pelos próprios franceses, julgada e martirizada na fogueira, aos 19 anos.
Na peça de Schiller, escrita em 1801, ela tem um final de vida diferente: é perdoada de suas acusações de traição e heresia, e morre combatendo por seu povo.
Diversos outros autores utilizaram a figura de Joana D'Arc em seus escritos, como Bernard Shaw e Bertolt Brecht.
JOHN
LIVRO: Um Acidente e Outras Histórias
CONTO: A Aventura de Anthony Eastwood
AUTORA: Agatha Christie
Nome tipicamente britânico com que Anthony Eastwood, em busca de inspiração, procura criar um herói para sua história de detetive.
LIVRO: Os Bruzundangas
AUTOR: Lima Barrreto
Jean Joinville (1224-1317), cronista medieval francês. Citado por Lima Barreto na epígrafe que abre o livro.
O ator John Derek como Josué, no filme "Os Dez Mandamentos, de Cecil B. de Mille (1959)
LIVRO: Josué
AUTOR: Josué
General de guerra israelita, autor e personagem de seu próprio livro, a quem empresta o próprio nome, que significa, "Jeová é salvação".
SOB AS ORDENS DE MOISÉS
Descendia da tribo de Efraim, filho de Num. Notabilizou-se como braço direito e general de guerra sob as ordens de Moisés. Aparece pela primeira vez no relato bíblico, como comandante das forças de Israel contra Amaleque, em Refidim (Ex 17:9,10).
Josué destaca-se pela obediência e submissão a Moisés, recebendo encargos difíceis, e não comungando da rebeldia e idolatria do povo de Israel. Em Ex 24:13 é mencionado como "servidor" de Moisés, na segunda vez em que este sobe ao Monte Sinai. Em Ex 33: 11 é dito que "o moço Josué não se apartava da tenda", quando Moisés retornava ao arraial, após haver conversado com Deus na tenda.
Ao lado de Moisés Josué enfrentou graves crises e correu sério risco de vida, devido à rebeldia do povo. Em Ex 32: 17 é ele quem alerta Moisés para um "alarido de guerra" no arraial, ao descerem do Monte Sinai, no que Moisés lhe faz ver que o alarido na verdade é "alarido dos que cantam". É o episódio do bezerro de ouro.
No capitulo 11 do livro de Números ocorre um curioso episódio; Deus põe Moisés á prova , tirando deste o Seu Espítito e colocando-o sobre setenta anciãos, que profetizaram naquele momento. No final, apenas dois rapazes, Eldade e Medade, estavam profetizando no arraial. Alertado por outro rapaz, Josué interpela Moisés para que os proiba desta ação. Moisés, indignado, reclama dos ciúmes de Josué por ele.
A maior das crises enfrentada por Moisés e Josué foi o envio de doze homens à terra de Canaã, dentre eles Josué e Calebe, para avaliarem e prepararem o caminho para sua conquista (Nm 13, 14). Neste capítulo Josué, que se chamava Oséias, passa a ser chamado por Moisés com seu novo nome (Nm 13;16). Retornam os espias, amedrontados com o tamanho dos habitantes da terra (gigantes). transpirando poder e força, e suas cidades fortificadas. Passam a infamar a terra e o povo subleva-se contra Moisés e Arão, completamente descontrolado. Josué e Calebe tomam a iniciativa de pacificar o povo, fazendo ver as benesses da terra e incitando o povo a crer na promessa e na fortaleza de Deus. O povo procura apedrejá-los, até que a Glória do Senhor aparece na tenda da congregação. Deus , indignado, jura que nenhum dos homens que foram espiar a terra entrarão em Canaã, exceto Josué e Calebe (Números 14: 30, 38; Deuteronômio 1: 38 ).
O PERÍODO DE TRANSIÇÃO
Após anunciar a Moisés a sua morte em breve, Deus atende à sua solicitação para que seja estabelecido um novo líder sobre Israel, que faça saídas e entradas diante do povo, e para que este não seja como "ovelhas que não têm pastor" (Números 27;17). Moisés apresenta Jsué diante de Eleazar, o sacerdote, que consulta Urim e Tumim. Moisés impõe as mãos sobre Josué e o investe de autoridade (Números 27:18-23). Após á vitória sobre os reis cananeus Seom e Ogue Moisés reforça a coragem de Josué no futuro comando do povo (Deuteronômio 3:21). Contudo, Moisés ainda implora a Deus que o deixe entrar em Canaã. Este, indignado, insiste em que Moisés anime e fortaleça a Josué como novo líder do povo, e que fará entrar Israel na terra prometida (Deuteronômio 3: 23-29). Por fim, chegados "os dias " de Moisés, este e Josué se apresentam na tenda da congregação, onde Deus dá as disposições finais a Moisés e ordena a Josué para que seja forte e corajoso (Deuteronômio 31:14-23). Morto Moisés, o povo reconhece a sabedoria de Josué e presta lealdade a este (Deuteronômio 34: 9).
DEPOIS DE MOISÉS - A CONQUIStA DE CANAÃ
O Livro de Josué abre com uma longa exortação de Deus para ele, como novo líder do povo de Deus para que este seja "forte e corajoso", tenha cuidado de guardar o livro da lei e não cesse de falar nele, prometendo a Israel uma vasta região a ser conquistada (Josué 1:1-9).
Como novo líder, a primeira providência de Josué é reunir os principes de Israel e pedir que preparem o povo para atravessar o rio Jordão. (Josué 1:10-18). valoendo-se de sua habilidade e experiência como espia, Josué recruta dois homens para que espiem a cidade. Os espias retornam e relatam as palavras de Raabe, a meretriz, que os escondeu em sua casa; esta afirmou que os moradores da terra estão desmaiados diante do povo de Israel. Com esta constatação inicia-se a travessia do Jordão de madrugada. Ao entrarem os sacerdotes com a arca da aliança nas águas do rio, dá-se o primeiro milagre mencionado no Livro de Josué: as águas das margens se levantam em grande altura, até que todo o povo passou (Josué 3).São tiradas doze pedras do leito do rio, referentes a cada tribo de Israel, para servir de memorial no futuro. (Josué 4).
No capítulo 5 Josué circuncida o povo, pois sua geração, nascida em plena travessia do deserto, ainda não havia passado por este rito. Celebra a páscoa em Gilgal. proximo à Jericó. (Josué 5:10-12). Josué recebe a visita de um guerreiro, que se revela um "príncipe do exército do Senhor" e que diz que Jericó já foi entregue nas mãos de Josué.
AS CONQUISTAS DE JOSUÉ
Durante sete dias o povo rodeia a cidade, com os sacerdotes à frente tocando as trombetas. No sétimo dia, rodeiam a cidade sete vezes e ocorre o segundo milagre do Livro de Josué; apenas com o grito dopovo as muralhas caem, e a cidade é tomada. Após a euforia da conquista surge a primeira grave crise sob o comando de Josué. Um homem chamado Acã desobedece a Deus e esconde em sua tenda despojos da guerra. Com isto os israelitas são fragorosamente derrotados na cidade de Ai. Josué, condoído, busca a Deus para entender o motivo da derrota e este sinaliza que há coisas condenadas no arraial. Acã é descoberto, e ele e sua família, e todos seus bens são apedrejados e queimados. (Josué 7).
Josué retorna para o campo de batalha e vence o rei de Ai. (Josué 8: 1-29) Alarmados com o crescente poderio de Israel, cinco reis frazem uma coligação para destruírem a cidade de Gibeom, por ter se aliado aos hebreus. . É quando ocorre o terceiro milagre mencionado no Livro de Josué; vindo para auxiliar os gibeonitas, este ordena ao sol e à lua que se detenham até que a batalha termine.
Josué prossegue em suas batalhas: após matar os cinco reis coligados (Josué 10;16-27), vence mais sete de outras nações(Josué 10:28-43)e diversos reis (JOsué 11). O capítulo 12 informa que o número de reis vencidos por Josué foi de 32.
Após á conquista de Canaã, Josué reparte a terra entre as tribos (Josué 13-22).
Vendo a terra pacificada, e já idoso, Josué reúne os principais de Israel e exorta-os a serem fiéis a Deus, cumprirem a lei, usarem de justiça e não descambarem para a idolatria. (josué 23). Despede-se do povo e renova a aliança (josué 24). Morre aos 110 anos e é sepultado em Timnate-Sera, que recebeu como herança.
Embora seu nome não seja diretamente mencionado, o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus faz menção ao episódio da tomada de Jericó e da coragem de Raabe.
LIVRO: É Fácil Matar
AUTORA: Agatha Christie
Cavalo de corrida em que Luke FItzwilliam apostou, apesar da crítica desdenhosa do correspondente de turfe do jornal Clarion. Jujube II ganha o páreo, para exultação de Luke, mas este, distraidamente perde seu trem, que havia feito apenas uma parada em uma estação, ao comprar o jornal com os resultados da corrida.