CRÔNICA: Chacrinha?!
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Abelardo Barbosa (1917-1988), radialista e apresentador de televisão, nascido em Surubim, Pernambuco. Celebrizou-se por seus programas Buzina do Chacrinha, Cassino do Chacrinha e Discoteca do Chacrinha, apresentados entre os anos 50 e 80. Carismático e inovador, revelou em seus programas de calouros grandes nomes da MPB e da televisão. Suas frases de efeito, seu vestuário e sua ousadia em público geraram debates e o colocaram como um grande fenômeno midiático dos anos 70.
Nesta crônica Clarice confessa que foi convencida a assistir um de seus programas e que ficou profundamente constrangida com o sadismo do apresentador, além dae achar humilhante o modo como seus calouros aparecem ao vivo.
CRÔNICA: Amor Imorredouro
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Jovem de uma cidadezinha espanhola, mencionada na conversa da autora com um motorista de táxi. Este, após a morte da moça, muito abatido, emigra para o Brasil e se estabelece depois como comerciante, voltando a ter caso com outras mulheres, mas sem sentir amor.
CRÔNICA: Cosmonauta na Terra
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Clarice levanta a hipótese de alguém já ter visto a Deus, sem comentar isto, o que seria uma inutilidade, já que se" nenhum outro viu, é inútil dizer."
CRÔNICA: Dos Palavrões no Teatro
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Ator, dramaturgo e diretor de teatro paulista (1938-2013). Começou a se destacar na cena teatral no final dos anos 50, com montagans do Teatro Oficina e Teatro de Arena. Em 1967 co-dirigiu (com Nelson Xavier) a peça Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos. Esta é uma das peças que a autora comenta na crônica, justificando o uso do palavrão em cena.
De Clarice Lispector Arap adaptou Perto do Coração Selavagem, em 1965.
CRÔNICA: Dos Palavrões no Teatro
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Atriz carioca, cujo nome verdadeiro é Arlete Pinheiro, nascida no Rio de Janeiro, em 1929. Com extensa carreira no cinema, na televisão, e notadamente no teatro, atua desde 1951. Indicada ao longo de sua carreira a premiações como o Globo de Ouro e o Urso de Ouro, além de concorrer ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme Central do Brasil, em 1998. Foi caasada com o também ator Fernando Torres. É mãe da atriz Fernanda Torres.
Nesta crônica Clarice Lispector comenta sobre o uso dos palavrão na cena teatral, e cita a peça A Volta ao Lar, encenada pela atriz, como exemplo de um texto onde se faz necessário tal recurso.
CRÔNICA: Cosmonauta na Terra
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Yuri Gagarin (1934-1968), cosmonauta russo.. Primeiro homem a orbitar no espaço, a bordo da nave Vostok, em 12 de abril de 1961. A autora compara o feito do astronauta a um menino que é advertido a não deixar cair sua bola, para não perturbar os vizinhos. Ao que a criança replica que o mundo já é automático, se uma mão joga uma bola, a outra já a apara; justificando assim o possível susto de Gagarin ao ver-se no espaço.
LIVRO: Água Viva
Pintor e editor de arte belga (1901-1999). Fez parte da vanguarda artística belga, holandesa e francesa. Citado pela autora na epígrafe que abre o livro.
CRÔNICA: O Processo
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Conjunto dos seres vivos - homens, animais e plantas - ecossistemas, fenômenos físicos e recursos naturais do planeta.
Em um diálogo com uma pessoa que parece desistir da vida, a autora afirma que depois do desespero vem a Natureza. Há aqui uma ligeira confusão entre a Morte e a Natureza; a autora reafirma que a Natureza é a Natureza.
CRÔNICA: O Palavrão no Teatro
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Ator e diretor (1941-2017), nascido em São Paulo. Estreou no cinema em 1959, no filme Fronteiras do Inferno. Participou de importantes filmes, como Os Fuzis (1963), A Falecida (1965) e As Confissões de Frei Abóbora (1971). Atuou em novelas como João da Silva, Sol de Verão e Tenda dos Milagres. Com longa carreira no teatro, em 1967 co-dirigiu (ao lado de Fauzi Arap) e atuou na peça Dois Perdios Numa Noite Suja, de Plínio Marcos.
É esta peça que Clarice Lispector comenta, ressaltando a inevitabilidade do palavrão em cena.
Foi casado com as atrizes Joanna Fomm e Via Negromonte.
CRÔNICA: Prece por um Padre
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Religioso que confessa a Clarice seu medo de morrer e sua vergonha em admitir isto. A autora se compromete a rezar por ele.
CRÔNICA: Cosmonauta na Terra
LIVRO: A Descoberta do Mundo
A autora tece considerações sobre nosso planeta, ao analisar o voo espacial de Gagarin. Afirma que de agora em diante não usará mais as expressões "o mundo" ou "Mapa Mundial", inclinando-se para a expressão "meu mundo" ."A Terra é azul para quem a olha do céu."
CRÔNICA: Prece por um Padre
LIVRO: A Descoberta do Mundo
Pronome possessivo feminino, 2ª pessoa do singular. Aqui Clarice dirige-se a Deus, invocando proteção para o Padre X...:
"..faze com ele sinta que Tua mão está dada à dele."