LIVRO: Jubiabá
Pessoa a quem é dedicada a obra. Provavelmente uma escritora, tradutora ou editora norte-americana. Não há maiores informações sobre ela.
A atriz Thelma Reston, no papel de Dona Arminda, na primeira versão de "Gabriela, Cravo e Canela" (1975)
LIVRO: Gabriela, Cravo e Canela
Vizinha de Dona Filomena. Parteira famosa em Ilhéus. Viúva, espírita, de língua afiada. Mãe de Chico Moleza. Trabalha como doméstica para Gabriela.
Matilde, ex-esposa de Jorge Amado, em uma de suas últimas fotos
LIVRO: Tenda dos Milagres
Artista baiano (1940 -2022)), com uma variada atividade cultural, desde os 19 anos : escultor, ilustrador, cenógrafo e museólogo. Nasceu em Santo Amaro da Puirificação, tendo sido colega de classe de Caetano Veloso.
Jorge Amado lhe dedica Tenda dos Milagres.
LIVRO: Jubiabá
Advogado, Professor e político. Amigo pessoal de Portinari, por quem foi retratado. Foi Secretário de Governo de Getúlio Vargas. Grafia correta: Queiroz.
Jorge Amado lhe dedica Jubiabá, ao lado de outras personalidades.
Jubiabá: Grande Otelo no papel do feiticeiro. Filme de Nelson Pereira dos Santos (1986)
LIVRO: Jubiabá
Personagem-título e central do romance. Feiticeiro, amigo da família de Antônio Balduíno. Com mais de cem anos, sua figura mete medo aos meninos da comunidade. Traz um ramo de folhas e vem resmungando palavras em nagô. Vem para atender a uma solicitação da Tia Luísa. As lendas a seu respeito correm: uns dizem que se transforma em lobisomem ; outros, que tem o diabo preso em uma garrafa. A imagem de Jubiabá domina o imaginário do menino Antônio Balduíno. Este cresce, vem a tornar-se um combatente líder sindical, mas seu caminho ainda cruza com o de Jubiabá.
LIVRO: Jubiabá
José Oswald de Sousa de Andrade, advogado, romancista, contista dramatturgo e poeta paulista (1890 - 1954). Líder do Modernismo Brasileiro, idealizador e realizador, da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, de 13 a 17 de fevereiro de 1922. Foi casado com a artista plástica Tarsila do Amaral e posteriormente com a escritora Pagu (Patrícia Galvão).
No Rio de Janeiro, a partir de 1910, convive com a elite intelectual da época: Olavo Bilac, Olegário Mariano e João do Rio. Inicia sua carreira literária no Diário Popular. Funda o semanário O Pirralho. VIaja à Europa acompanhado de uma jovem francesa, Kamiá, com quem terá seu primeiro filho. O casal separa-se pouco tempo depois.
De volta ao Brasil, tem encontros com diversos escritores e artistas que fariam parte da Semana de Arte Moderna: Mário de Andrade, Anita Malfatti e Guilherme de Almeida, entre outros. Ao grupo se unirão Menotti del Picchia e o escultor Victor Brecheret.
Após o grande evento da Semana de Arte Moderna, Oswald desenvolve intensa carreira literária. Escreve Manifesto Antropofágico e Pau-Brasil, apologias ao Modernismo. Outras obras importantes: Marco Zero, Serafim Ponte Grande e Memórias Sentimentais de João Miramar (romance), O Homem e o Cavalo e O Rei da Vela (teatro).
Oswald é uma das várias personalidades comtempladas com a dedicatória de Jorge Amado, na abertura desta obra.
LIVRO: Mar Morto
Escritora, cronista, jornalista e tradutora (1910-2003), nascida em Fortaleza e falecida no Rio de Janeiro. Expoente da 2ª Geração do Modernismo , uma dass principais escritoras brasieiras, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Sua temática inicial é socialista, voltada para o êxodo, a migração e a difícil vida do nordestino na grande seca entre os anos 10 e 30.
Descendente pelo lado materno de José de Alencar, tem uma adolescência difícil, transitando com a família entre o Nordeste e o Sul do país. Aos 20 anos publica O Quinze, obra impactante, que araiu a atenção da crítica literária e do mercado editorial, que logo a colocou em evidência ao lado de outros autores também nordestinos, como Jorge Amado, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, cada um com sua visão dos dramas nordestinos da seca, da fome, da má exploração da terra, da decadência econômica e do banditismo regional. Era o Regionalismo Brasileiro ou 2ª Geração do Modernismo.
Filiada ao Partidoo, suas primeiras obras , como O Quinze, Caminho de Pedras, João Miguel e Três Marias tem como pano de fundo os agitados anos do Estado Novo, e a perseguição aos opositores comunistas ou socialistas. Rachel chegou a ser detida em Fortaleza pelo Governo Vatgas.
A partir dos anos 40 a autora diversifica sua produção literáira, com intensa atividade como tradutora e cronista para vários jonais e revistas. Em 1964, já rompida com o Partido Comunista, decide apoiar seu primo, o Marechal Castelo Branco, na condução do golpe militar. Em 1975 volta a publicar um romance, Dôra, Doralina. Em 1977 é eleita para a Academia Brasileira de Letras. em 1992 publica Memorial de Maria Moura.
Uma das mais importantes obras de Jorge Amado, Mar Morto é dedicada à escritora.
LIVRO: Jubiabá
Poeta e jornalista baiano, nascido em Belmonte. Pertenceu ao grupo da Academia dos Rebeldes, composto por PInheiro Viegas, Jorge Amado, Alves Ribeiro e outros. Em vida publicou apenas Obra Poética (1959), com o qual ganhou o Prêmio Jabuti. Os demais livros foram editados postumamente: Iararana (1979), Poesia Completa (2001) e Crônicas & Poemas Recolhidos (2001).
Jorge Amado dedica-lhe Jubiabá.
LIVRO: Farda Fardão Camisola de Dormir
Zélia Gattai (1916-2008), segunda esposa de Jorge Amado, a quem é dedicado o livro. Foram casados de 1945 a 2001, ano da morte de Amado. Zélia foi importante escritora, destacando-se na área do memorialismo, com obras como Anarquistas , Graças a Deus e Senhora Dona do Baile. Foi eleita para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, em 2001, na sucessão do próprio Jorge Amado.