LIVRO: Jubiabá
Pessoa a quem é dedicada a obra. Provavelmente uma escritora, tradutora ou editora norte-americana. Não há maiores informações sobre ela.
A atriz Thelma Reston, no papel de Dona Arminda, na primeira versão de "Gabriela, Cravo e Canela" (1975)
LIVRO: Gabriela, Cravo e Canela
Vizinha de Dona Filomena. Parteira famosa em Ilhéus. Viúva, espírita, de língua afiada. Mãe de Chico Moleza. Trabalha como doméstica para Gabriela.
Matilde, ex-esposa de Jorge Amado, em uma de suas últimas fotos
LIVRO: Tenda dos Milagres
Artista baiano (1940 -2022)), com uma variada atividade cultural, desde os 19 anos : escultor, ilustrador, cenógrafo e museólogo. Nasceu em Santo Amaro da Puirificação, tendo sido colega de classe de Caetano Veloso.
Jorge Amado lhe dedica Tenda dos Milagres.
LIVRO: Jubiabá
José Maria Ferreira de Castro (1898-1974), escritor e jornalista português nascido em Ossélia, Oliveira de Azaméis, Portugal, e falecido no Porto, idem. Quando jovem, devido à extrena pobreza em que se encontrava sua família, emigrou para o Brasil. Trabalhou em Belém do Pará, na extração da borracha, experiência que mais tarde contaria em sua principal obra, A Selva. Retornando a Portugal, desenvolveu uma carreira jornalística e literária.
Por ocasião do lançamento de Cacau, em1 933, o escritor português fez uma crítica favorável à estreia de Jorge Amado no romance, na imprensa portuguesa. Em retribuição Amado ajudou na divulgação dos romances de Ferreira de Castro no Brasil. Assim, como prova de sua amizade, Jorge Amado dedica-lhe Jubiabá.
LIVRO: Jubiabá
Advogado, Professor e político. Amigo pessoal de Portinari, por quem foi retratado. Foi Secretário de Governo de Getúlio Vargas. Grafia correta: Queiroz.
Jorge Amado lhe dedica Jubiabá, ao lado de outras personalidades.
Jubiabá: Grande Otelo no papel do feiticeiro. Filme de Nelson Pereira dos Santos (1986)
LIVRO: Jubiabá
Personagem-título do romance. Feiticeiro, amigo da família de Antônio Balduíno. Com mais de cem anos, sua figura mete medo aos meninos da comunidade. Traz um ramo de folhas e vem resmungando palavras em nagô. Vem para atender a uma solicitação da Tia Luísa. As lendas a seu respeito correm: uns dizem que se transforma em lobisomem ; outros, que tem o diabo preso em uma garrafa. A imagem de Jubiabá domina o imaginário do menino Antônio Balduíno. Este cresce, vem a tornar-se um combatente líder sindical, mas seu caminho ainda cruza com o de Jubiabá.
À medida que cresce, Balduíno vai tomando consciência das injustiças da sociedade e da opressão sobre os menos favorecidos, especialmente entre os negros. Percebe que só há dois homens verdadeiramente livres no Morro, embora perseguidos: Zé Camarão, por malandragem, e Jubiabá, por ser macumbeiro.
LIVRO: Jubiabá
José Oswald de Sousa de Andrade, advogado, romancista, contista dramatturgo e poeta paulista (1890 - 1954). Líder do Modernismo Brasileiro, idealizador e realizador, da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, de 13 a 17 de fevereiro de 1922. Foi casado com a artista plástica Tarsila do Amaral e posteriormente com a escritora Pagu (Patrícia Galvão).
No Rio de Janeiro, a partir de 1910, convive com a elite intelectual da época: Olavo Bilac, Olegário Mariano e João do Rio. Inicia sua carreira literária no Diário Popular. Funda o semanário O Pirralho. VIaja à Europa acompanhado de uma jovem francesa, Kamiá, com quem terá seu primeiro filho. O casal separa-se pouco tempo depois.
De volta ao Brasil, tem encontros com diversos escritores e artistas que fariam parte da Semana de Arte Moderna: Mário de Andrade, Anita Malfatti e Guilherme de Almeida, entre outros. Ao grupo se unirão Menotti del Picchia e o escultor Victor Brecheret.
Após o grande evento da Semana de Arte Moderna, Oswald desenvolve intensa carreira literária. Escreve Manifesto Antropofágico e Pau-Brasil, apologias ao Modernismo. Outras obras importantes: Marco Zero, Serafim Ponte Grande e Memórias Sentimentais de João Miramar (romance), O Homem e o Cavalo e O Rei da Vela (teatro).
Oswald é uma das várias personalidades comtempladas com a dedicatória de Jorge Amado, na abertura desta obra.
LIVRO: Mar Morto
Escritora, cronista, jornalista e tradutora (1910-2003), nascida em Fortaleza e falecida no Rio de Janeiro. Expoente da 2ª Geração do Modernismo , uma dass principais escritoras brasieiras, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Sua temática inicial é socialista, voltada para o êxodo, a migração e a difícil vida do nordestino na grande seca entre os anos 10 e 30.
Descendente pelo lado materno de José de Alencar, tem uma adolescência difícil, transitando com a família entre o Nordeste e o Sul do país. Aos 20 anos publica O Quinze, obra impactante, que araiu a atenção da crítica literária e do mercado editorial, que logo a colocou em evidência ao lado de outros autores também nordestinos, como Jorge Amado, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, cada um com sua visão dos dramas nordestinos da seca, da fome, da má exploração da terra, da decadência econômica e do banditismo regional. Era o Regionalismo Brasileiro ou 2ª Geração do Modernismo.
Filiada ao Partidoo, suas primeiras obras , como O Quinze, Caminho de Pedras, João Miguel e Três Marias tem como pano de fundo os agitados anos do Estado Novo, e a perseguição aos opositores comunistas ou socialistas. Rachel chegou a ser detida em Fortaleza pelo Governo Vatgas.
A partir dos anos 40 a autora diversifica sua produção literáira, com intensa atividade como tradutora e cronista para vários jonais e revistas. Em 1964, já rompida com o Partido Comunista, decide apoiar seu primo, o Marechal Castelo Branco, na condução do golpe militar. Em 1975 volta a publicar um romance, Dôra, Doralina. Em 1977 é eleita para a Academia Brasileira de Letras. em 1992 publica Memorial de Maria Moura.
Uma das mais importantes obras de Jorge Amado, Mar Morto é dedicada à escritora.
LIVRO: Jubiabá
Poeta e jornalista baiano, nascido em Belmonte. Pertenceu ao grupo da Academia dos Rebeldes, composto por PInheiro Viegas, Jorge Amado, Alves Ribeiro e outros. Em vida publicou apenas Obra Poética (1959), com o qual ganhou o Prêmio Jabuti. Os demais livros foram editados postumamente: Iararana (1979), Poesia Completa (2001) e Crônicas & Poemas Recolhidos (2001).
Jorge Amado dedica-lhe Jubiabá.
LIVRO: Farda Fardão Camisola de Dormir
Zélia Gattai (1916-2008), segunda esposa de Jorge Amado, a quem é dedicado o livro. Foram casados de 1945 a 2001, ano da morte de Amado. Zélia foi importante escritora, destacando-se na área do memorialismo, com obras como Anarquistas , Graças a Deus e Senhora Dona do Baile. Foi eleita para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, em 2001, na sucessão do próprio Jorge Amado.
O autor lhe dedica esta obra.